Antônio era funcionário de uma empresa muito preocupada com a educação.
Um dia, o presidente da empresa decidiu que Antônio e todos os gerentes, num total de 12 pessoas, deveriam participar de um curso de sobrevivência, que tinha a forma de uma longa corrida de obstáculos.
A prova era cruzar um rio muito fundo, portanto perigoso.
As doze pessoas se dividiram em três grupos: A, B e C.
O grupo A recebeu quatro tambores de óleo vazios, duas grandes toras de madeira, uma pilha de tábuas, um grande rolo de corda grossa e dois remos.
O grupo B recebeu dois tambores, uma tora e um rolo de barbante.
Já o grupo C, nada recebeu para ajudar a atravessar o perigoso rio. Seus integrantes foram orientados a usar os recursos da natureza.
Nenhuma instrução a mais foi dada. Simplesmente foi dito aos participantes, que todos deveriam atravessar o rio dentro de quatro horas.
Antônio teve a “sorte” de estar no grupo A, que não levou mais do que meia hora para construir uma jangada. Quinze minutos depois, todo o seu grupo estava em segurança e com os pés secos, já do outro lado do rio.
O grupo B, ao contrário, levou quase duas horas para atravessar o rio, já que os dois tambores que tinham, viraram com os participantes no meio da travessia. Nesse momento, Antônio e sua equipe riram tanto, como há muito tempo não faziam.
Somente reunindo todas as forças que lhes restavam foi que o último membro do grupo C, o gerente de logística, todo arranhado e com os óculos quebrados, conseguiu chegar até a margem do rio.
Quando o líder do curso de sobrevivência voltou, depois das quatro horas combinadas, perguntou a todos os participantes:
- E, então, como vocês se saíram?
O grupo A, em coro, respondeu:
- Nós vencemos! Nós vencemos!
Mas o líder do curso disse insatisfeito:
- Vocês devem ter entendido mal, porque não era uma disputa. Ninguém tinha que vencer o outro. A tarefa seria concluída quando os três grupos atravessassem o rio no prazo de quatro horas.
Nenhum de vocês pensou em ajuda mútua, em dividir os tambores, toras, cordas e remo, para atingir um objetivo comum.
A partir daquele dia, todos os funcionários aprenderam muito a respeito do trabalho em equipe e de lealdade em relação aos outros.
LIÇÃO DE VIDA:
A vida não foi feita para ser encarada como um jogo ou uma eterna disputa.
O nosso maior prêmio é a capacidade de compartilhar a vida.
Por isso,
Ao invés de julgar, ampare!
Ao invés de acusar, perdoe!
Ao invés de revidar, compreenda!